novembro 10, 2008
bem querer
olhares. sentimentos. pequenos gestos. sorrisos: é como se eu quisesse guardar na memória cada segundo e, ao mesmo tempo, também viver tudo de novo [com mais intensidade] . é um bem querer sereno que causa tempestades. revoluções. ciclones. é um enredo que está sendo escrito aos poucos como doses homeopáticas de um remédio que só faz o bem [o meu bem] . antecipo na imaginação o que estar por vir. faço acordos infinitos com o tempo para ele passar mais rápido [e nem sempre sou atendida ]. é uma dulcíssima espera e não me resta fazer muita coisa apenas: esperar.
novembro 09, 2008
novembro 06, 2008
ensaio sobre a cegueira
até aonde somos capazes de ir? essa é a pergunta que me faço desde que assisti ao filme “ensaio sobre a cegueira”. um filme que toca fundo na alma e no coração, pois mostra – sem disfarce - o quanto somos frágeis e dependentes, mas ao mesmo tempo o quanto somos fortes na busca pela sobrevivência. contraditório? nem tanto, principalmente quando os olhos faltam e sobram o medo, a angústia, a luz branca e infinitas perguntas sem respostas. os olhos [que costuma ser identificados como espelhos da alma] refletem uma alma triste. sem cor. sem rumo.
Edepois de um tempo, a vida vai se acomodando sem visão, aguçando outros sentidos.um dia após o outro. e quando tudo parece que vai [voltar ao normal] a alegria dá lugar a um desespero silencioso. porque nada será como antes. jamais.
Edepois de um tempo, a vida vai se acomodando sem visão, aguçando outros sentidos.um dia após o outro. e quando tudo parece que vai [voltar ao normal] a alegria dá lugar a um desespero silencioso. porque nada será como antes. jamais.
novembro 02, 2008
Um dia de quase
Quase. Ficamos com o grito de campeão na ponta da língua. Foi a vitória mais triste que já vi na vida. Ele fez tudo certo: primeiro garantiu a pole, depois liderou a corrida de ponta a ponta. Só faltou contar com a sorte para que Hamilton não conseguisse terminar a prova em, no máximo, quinto lugar. Mas foi por pouco: na última curva o inglês conseguiu ultrapassar Timo Glock, da Toyota, tirando o título das mãos de Massa.Mas ao ver Felipe Massa chorando no final da prova não pensei no campeonato perdido (não tão perdido assim, afinal o vice-campeonato é muita coisa) mas vislumbrei o futuro. Com apenas 27 anos ele ainda vai chorar muitas vezes e nos fazer chorar também e, tenho certeza, de alegria.
De uma coisa não tenho dúvida: o grito de campeão vai ficar guardado para 2009 e sairá ainda mais forte.
De uma coisa não tenho dúvida: o grito de campeão vai ficar guardado para 2009 e sairá ainda mais forte.
setembro 20, 2008
aplausos para marcelo
uma supresa boa, aliás, muito boa. foi assim que folheando a revista de bordo da tam meus olhos viram uma matéria com o coreógrafo marcelo evelyn. devorei em segundos, sem saber direito o que estava lendo, mas querendo saber tudo o que tinha sido escrito. fiquei orgulhosa. feliz. rapidamente, passou um filme pela minha cabeça de quando eu vi o marcelo dançando pela primeira vez. a memória me trai e não consigo lembrar exatamente a data, mas era um ensaio do espetáculo "quasedeus" no teatro do matadouro. fui levada até lá pelos braços do aureo júnior, que também fazia parte do espetáculo [ obrigada aureo ]. meus olhos tentavam captar e guardar cada movimento, ao mesmo tempo em que minha mente tentava buscar e entender o significado de tudo aquilo [ era muita informação e modernidade para quem estava vendo pela primeira vez um espetáculo de dança contemporânea ]. foi marcante. marcelo, como coreográfro, não se continha apenas em falar o que queria, derrepente ele estava lá executando passos com extrema força interior, seguindo uma uma lógica que me era totalmente desconhecida. [ao final, não sei exatemente como, ainda produzi um texto sobre o que tinha visto ] alguns espetáculos depois, meus olhos e mente ainda tentam freneticamente captar e entender cada movimento criado e executado por marcelo e seus bailarinos, a diferença é que aos poucos fui descobrindo em mim sentimentos despetados por esses movimentos e esses sim, são mais difíceis de entender. marcelo: um beijo. um afago na alma. aplausos sempre.
agosto 31, 2008
o tempo
às vezes implacável. às vezes devagar. muitas vezes amigo. é assim q o encaro. mas nem sempre ele trás as respostas que queremos ou ainda os finais-felizes que tanto desejamos. mas, disso eu não tenho dúvidas: ele sempre é o ombro certo para qualquer dor [ principalmente para aquelas que parecem infinitas].
engraçado, mas parece que o tempo tem a medida exata da distância entre o desespero e a serenidade. é ele quem dita a hora da mudança desse estado de espírito: nem antes, nem depois, mas no momento exato.
hoje me peguei pensando: está passando tão rápido. de repente já estamos no final do ano (faltam apenas 120 dias) e já escuto ao longe o toque do sino do papai noel e os fogos de artifício. planos feitos precisam ser revistos ( se ainda dá para fazer) e já penso no que posso realizar no ano quem vem.
de fato, ele é assim: não perdoa. não espera. por isso, precisamos viver tudo - intensamente. não fugir. não nos esconder em desculpas esfarrapadas. para que, daqui para frente não possamos reclamar: perdemos tempo.
[ compositor de destinos, tambor de todos os ritmos tempo, tempo, tempo, tempo, entro nun acordo contigo] oração ao tempo
engraçado, mas parece que o tempo tem a medida exata da distância entre o desespero e a serenidade. é ele quem dita a hora da mudança desse estado de espírito: nem antes, nem depois, mas no momento exato.
hoje me peguei pensando: está passando tão rápido. de repente já estamos no final do ano (faltam apenas 120 dias) e já escuto ao longe o toque do sino do papai noel e os fogos de artifício. planos feitos precisam ser revistos ( se ainda dá para fazer) e já penso no que posso realizar no ano quem vem.
de fato, ele é assim: não perdoa. não espera. por isso, precisamos viver tudo - intensamente. não fugir. não nos esconder em desculpas esfarrapadas. para que, daqui para frente não possamos reclamar: perdemos tempo.
[ compositor de destinos, tambor de todos os ritmos tempo, tempo, tempo, tempo, entro nun acordo contigo] oração ao tempo
agosto 28, 2008
azul da cor do mar
agora eu sei o que o flávio venturine quis falar quando escreveu a frase: “azul da cor do mar”. me deparei com um azul único. profundo. intenso. e foi como se tivesse visto o mar pela primeira vez: pura emoção. abri bem os olhos e disse: muito prazer sr. Pacífico. aos poucos fui tomada de azul. de paz. de amor. aos poucos nasceu no meu rosto um sorriso tímido de pura felicidade. uma vontade infinita de abraçar o mundo. de sair voando. de agradecer [ e assim o fiz ].
me senti feliz sem me importar com os que acham esses sentimentos ridículos [ coitado deles ] que não conseguem se entregar.
me descobri feita de azul da cor do mar e de momentos preciosos [ como este ].
me senti feliz sem me importar com os que acham esses sentimentos ridículos [ coitado deles ] que não conseguem se entregar.
me descobri feita de azul da cor do mar e de momentos preciosos [ como este ].
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