abril 30, 2011

minha casa



"era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada..."



eu cresci ouvindo essa música mas só agora sei o que é ter realmente uma casa. no dia 28 de novembro de 2010 eu mudei para a minha casa. tudo bem que é um apartamento minúsculo e que ainda não está decorado como eu quero, mas tem o básico para se viver com conforto.

a primeira noite lá foi inesquecível - o joao demorou a dormir, pois não estava acostumado com o ambiente - e eu demorei a dormir porque no fundo não acreditava que eu estava realmente no meu canto como eu tanto sonhei.

junto com a realização vem o medo e a ansiedade, pois a partir daquele momento, tudo ali dentro passa a ser de inteira responsabilidade minha, como por exemplo o fato da geladeira estar cheia ou vazia.

depois de 4 meses já não me pego mais errando o caminho e indo para o apartamento do meu pai e também já consegui decorar o meu endereço novo.

é no aconchego do meu lar que descanso meus outros sonhos.

abril 28, 2011

de volta.

depois de tudo e de tanto me vejo com vontade de escrever.
agora sou mãe e não tenho como negar, me sinto diferente por causa disso. é uma força misturada com medo que tem uma intensidade absurda. nem preciso dizer que ele se tornou meu tudo e meu tanto. me percebo em pequenos gestos, olhares e sorriso e me sinto a pessoa mais feliz do universo - e nem preciso do princípe willian para isso, o meu príncipe joao me dá o reino do mundo inteiro que cabe no nosso apartamento minúsculo.
enquanto o mundo gira em torno de kate e willian eu faço o giro mais rápido para reduzir a distância que me separa dele.

e assim, aos pouquinhos, volto a dar o ar da graça.

abril 09, 2010

um dia assim. outro assado

tem dias que a gente tem vontade de sumir. levantar voo. chegar a lugar nenhum para ficar bem escondido. perdido em pensamentos. ao som do nada. a imaginação começa a funcionar.é a forma. é o jeito de se transportar. e quando na volta, a serenidade será a conquista.

fevereiro 23, 2010

paraíso

o que há do outro lado?

uma pergunta que instiga a humanidade há séculos. no filme um olhar do paraíso há uma pequena amostra do outro lado ludico do autor/diretor. no fundo queria que fosse daquele jeito...com todas aquelas sensações que viram paisagens e explodem em cores. as imagens são exageradamente bonitas que dá vontade de estender a mão e tocar... sentir a textura. por minutos esquecemos um pouco o contexto nada lúdico do filme.

a dúvida continua...mas um pouco mais preenchida de cores e formas.

fevereiro 11, 2010

sua presença

como a vida se manifesta das mais valiosas formas. um sorriso. um lugar. a presença. como é possível fazer o outro feliz com tão pouco. fui testemunha disso diante da felicidade do meu pai - que está no hospital - ao receber uma visita que lhe foi tão valiosa. é um pouco de atenção. é se sentir querido. amado. e a você que fez essa feliz visita, tenho certeza que saiu de lá com o coração cheio de compaixão. de ternura. e de muito mais amor.

por ele (meu pai) e por mim.

obrigada. sempre.

janeiro 28, 2010

os dias

os dias estão passando lentamente. aos poucos as nuvens carregadas de ions negativos começam a se dissipar e o sol timidamente emite raios de luz.
acordei lembrando dessa música.

Cruzando sobre raios

estrelas vao surgindo
entre os fárois e o mar
neste azul, que azul
o nosso sumindo
entre o patir, ficar
entre o norte e o sul
cruzando sobre os raios
antenas de tv
porque você me olha
se você não me vê
sobre os oceanos
em doces querras frias
não deixe anoitecer
não deixe escurecer
os nossos dias

(orlando moraes)

janeiro 08, 2010

amigos

e o que seria de nós se não fosse os verdadeiros amigos?
corações ilhados espalhados ao léu pelo mundo.