novembro 19, 2008

distância

uma distância infinita.
que não é física.
[ta difícil percorrer] .
porque não dá para ser sozinho.

novembro 18, 2008

incerteza

ninguém tem certeza de nada, mas tem algumas incertezas que são ainda mais difíceis de lidar. é fechar os olhos e sentir um aperto no coração. ele fica bem pequeninho. querendo se esconder e procurando bater bem devagar para não ser notado.
mas não tem jeito, a incerteza está lá. nos avisando que é preciso ir com calma. que é preciso olhar mais para onde se vai. que é preciso prestar muita atenção. que é preciso ouvir mais. que ainda é possível sonhar, só que de olhos bem abertos e pés no chão.
o grande problema é escutar esses gritos interiores. afinal, a música do i-pod está muito alta.

novembro 10, 2008

bem querer

olhares. sentimentos. pequenos gestos. sorrisos: é como se eu quisesse guardar na memória cada segundo e, ao mesmo tempo, também viver tudo de novo [com mais intensidade] . é um bem querer sereno que causa tempestades. revoluções. ciclones. é um enredo que está sendo escrito aos poucos como doses homeopáticas de um remédio que só faz o bem [o meu bem] . antecipo na imaginação o que estar por vir. faço acordos infinitos com o tempo para ele passar mais rápido [e nem sempre sou atendida ]. é uma dulcíssima espera e não me resta fazer muita coisa apenas: esperar.

novembro 09, 2008

. desfaz .

] abri a mão e agora escorre pelos meus dedos a história que nunca existiu [

novembro 06, 2008

ensaio sobre a cegueira

até aonde somos capazes de ir? essa é a pergunta que me faço desde que assisti ao filme “ensaio sobre a cegueira”. um filme que toca fundo na alma e no coração, pois mostra – sem disfarce - o quanto somos frágeis e dependentes, mas ao mesmo tempo o quanto somos fortes na busca pela sobrevivência. contraditório? nem tanto, principalmente quando os olhos faltam e sobram o medo, a angústia, a luz branca e infinitas perguntas sem respostas. os olhos [que costuma ser identificados como espelhos da alma] refletem uma alma triste. sem cor. sem rumo.
Edepois de um tempo, a vida vai se acomodando sem visão, aguçando outros sentidos.um dia após o outro. e quando tudo parece que vai [voltar ao normal] a alegria dá lugar a um desespero silencioso. porque nada será como antes. jamais.

novembro 02, 2008

Um dia de quase

Quase. Ficamos com o grito de campeão na ponta da língua. Foi a vitória mais triste que já vi na vida. Ele fez tudo certo: primeiro garantiu a pole, depois liderou a corrida de ponta a ponta. Só faltou contar com a sorte para que Hamilton não conseguisse terminar a prova em, no máximo, quinto lugar. Mas foi por pouco: na última curva o inglês conseguiu ultrapassar Timo Glock, da Toyota, tirando o título das mãos de Massa.Mas ao ver Felipe Massa chorando no final da prova não pensei no campeonato perdido (não tão perdido assim, afinal o vice-campeonato é muita coisa) mas vislumbrei o futuro. Com apenas 27 anos ele ainda vai chorar muitas vezes e nos fazer chorar também e, tenho certeza, de alegria.
De uma coisa não tenho dúvida: o grito de campeão vai ficar guardado para 2009 e sairá ainda mais forte.

setembro 20, 2008

aplausos para marcelo

uma supresa boa, aliás, muito boa. foi assim que folheando a revista de bordo da tam meus olhos viram uma matéria com o coreógrafo marcelo evelyn. devorei em segundos, sem saber direito o que estava lendo, mas querendo saber tudo o que tinha sido escrito. fiquei orgulhosa. feliz. rapidamente, passou um filme pela minha cabeça de quando eu vi o marcelo dançando pela primeira vez. a memória me trai e não consigo lembrar exatamente a data, mas era um ensaio do espetáculo "quasedeus" no teatro do matadouro. fui levada até lá pelos braços do aureo júnior, que também fazia parte do espetáculo [ obrigada aureo ]. meus olhos tentavam captar e guardar cada movimento, ao mesmo tempo em que minha mente tentava buscar e entender o significado de tudo aquilo [ era muita informação e modernidade para quem estava vendo pela primeira vez um espetáculo de dança contemporânea ]. foi marcante. marcelo, como coreográfro, não se continha apenas em falar o que queria, derrepente ele estava lá executando passos com extrema força interior, seguindo uma uma lógica que me era totalmente desconhecida. [ao final, não sei exatemente como, ainda produzi um texto sobre o que tinha visto ] alguns espetáculos depois, meus olhos e mente ainda tentam freneticamente captar e entender cada movimento criado e executado por marcelo e seus bailarinos, a diferença é que aos poucos fui descobrindo em mim sentimentos despetados por esses movimentos e esses sim, são mais difíceis de entender. marcelo: um beijo. um afago na alma. aplausos sempre.