novembro 23, 2008

tua mão

eu queria te ter perto. olhar teu sono. fazer parte do teu sonho. depois de algum tempo te acordar com um sorriso [ aquele que está guardado]. com um carinho escondido no olhar [aquele que tantas vezes dividimos ] . iríamos sorrir juntos e esse sorriso ia fazer as dúvidas e os medos se dissiparem rumo ao desconhecido caminho que seria traçado [por nós dois].
mas fiquei sozinha, parada no caminho. sentido a tua mão soltar da minha aos poucos. lentamente.
se é assim que tem que ser. vou colocar meus pés bem firmes no chão e [assim vai ser].
como já aconteceu na outra história do passado.

novembro 20, 2008

caminho

as respostas estão vindo aos poucos. mas ainda não bastam para saciar a minha ânsia. a ansiedade me faz perder o prumo e o caminho ainda parece uma grande encruzilhada.
o melhor? eu não sei.
mas tento buscar a serenidade [ a mesma que brota em mim sempre que olho o mar ].
e neste momento chega ao meu coração [ claro como o dia ] a certeza de que vai passar e que brilho no olho não será ofuscado. nunca

...

compositor de destinos
tambor de todos os ritmos...
... tempo tempo tempo tempo...


(oraçao ao tempo)

novembro 19, 2008

distância

uma distância infinita.
que não é física.
[ta difícil percorrer] .
porque não dá para ser sozinho.

novembro 18, 2008

incerteza

ninguém tem certeza de nada, mas tem algumas incertezas que são ainda mais difíceis de lidar. é fechar os olhos e sentir um aperto no coração. ele fica bem pequeninho. querendo se esconder e procurando bater bem devagar para não ser notado.
mas não tem jeito, a incerteza está lá. nos avisando que é preciso ir com calma. que é preciso olhar mais para onde se vai. que é preciso prestar muita atenção. que é preciso ouvir mais. que ainda é possível sonhar, só que de olhos bem abertos e pés no chão.
o grande problema é escutar esses gritos interiores. afinal, a música do i-pod está muito alta.

novembro 10, 2008

bem querer

olhares. sentimentos. pequenos gestos. sorrisos: é como se eu quisesse guardar na memória cada segundo e, ao mesmo tempo, também viver tudo de novo [com mais intensidade] . é um bem querer sereno que causa tempestades. revoluções. ciclones. é um enredo que está sendo escrito aos poucos como doses homeopáticas de um remédio que só faz o bem [o meu bem] . antecipo na imaginação o que estar por vir. faço acordos infinitos com o tempo para ele passar mais rápido [e nem sempre sou atendida ]. é uma dulcíssima espera e não me resta fazer muita coisa apenas: esperar.

novembro 09, 2008

. desfaz .

] abri a mão e agora escorre pelos meus dedos a história que nunca existiu [