janeiro 14, 2009

uma manhã de chuva

um amanhecer diferente. com céu cinza e chuva caindo. mas nada de tristeza. essa mudança de tempo, na verdade, dá é uma preguiça dananda. uma vontade de esquecer que hoje é quartar-feira, que tem trabalho, não olhar para o relógio e ficar na cama um pouco mais. de olhos fechados ouvindo o barulho da chuva. é permitido levantar apenas para pegar um chocolate quente. ou esticar o braço para pegar o livro que está ao lado da cama. a preguiça, aos poucos, cede espaço para a paz e os pensamentos seguem soltos. fluidos.
que essa chuva [ muito bem vinda ] fertilize a terra e o coração para que possam brotar novos frutos e sonhos. que essa abençoada chuva lave a alma.
e que venham outras manhãs assim [ de preferência num dia de domingo ]

janeiro 12, 2009

silêncio

o silêncio é tão [ou mais ] incomodo quanto palavras gritadas. a diferença é que no silêncio as respostas não chegam dos lábios de outrem, mas do interior rico do próprio coração. uma interpretação livre baseada em ações, gestos, olhares e impressões. e ninguém pode dizer que essas respostas estão erradas ou certas, já que não é possível ter um outro parâmetro da história. tudo se perde num abismo sem fim habitado por lembranças que [afônicas ] gritam em vão.
o tempo passa e a cada segundo o teu silêncio ganha eco no meu.

janeiro 05, 2009

inicio

um dia especial. que faz brilhar o olho. renovar. tudo fica assim: cheio de esperança. como se todo o ressentimento fosse embora e desse lugar a outros sentimentos [bons]

o riso sai fácil por todos os poros.

quando vai chegando a última noite nos despedimos lentamente do passado, deixando para trás os erros, os tropeços, os desejos não realizados e tentamos voltar a sonhar e a fazer muitos planos, afinal, essa noite [em especial ] é um recomeço. é uma nova chance. um acalanto ao coração.
e não tem como ser de outro jeito. somos assim mesmo: sempre recomeçando a cada início de ano.

e quando amanhece o outro dia, o desafio é amarrar o sonho no dia a dia e, com isso, tentar ludibriar a realidade.

sigo em 2009: sonhando de olhos bem abertos. tropeçando na realidade. escrevendo a minha história.

dezembro 26, 2008

fim de 2008

não tem jeito, 2008 está indo embora devagar. sem querer. uma despedida estranha já que o ano está passando como filme pela cabeça [ sinal de quem acabou de assistir a retrospectiva 2008]. mas quero lembrar só dos momentos bons. [ os ruins se fazem lembrar sem muito esforço ]. algumas certezas desfeitas. algumas outras reforçadas. outras ainda adquiridas. no decorrer desse ano aprendi que não podemos confiar no futuro [ele chega rápido ]. é melhor viver o presente. [ estou apostando nisso também para 2009].
lista de objetivos feita.
sonhos refeitos.
sorriso nos lábios.
esperança tatuada no corpo e na alma.
é assim que quero começar 2009.

feliz ano que chega.

dezembro 18, 2008

o querer sempre mais

somos seres estranhos, afinal estamos sempre querendo mais e mais.
um instinto voraz de saciar o insaciável.
senão, vejamos:
se nos dão a mão, queremos também o pé e um pedaço do coração [quiçá o coração inteiro]
se nos dão um abraço, queremos o beijo, o carinho, o afeto.
se nos dão um pedaço de bolo, queremos também a coca-cola [e para alguns só serve se for com gêlo]
se nos dão o almoço, queremos também o pedacinho da cama para um cochilo [mesmo que rápido].
e assim vai.
e o que há de errado em querer mais? penso que nesta busca corremos um único e perigoso risco: não aproveitar o que de fato está sendo ofertado. não viver o hoje. o agora. o presente.
sejamos para sempre insaciáveis, mas sendo inteiramente saciados de doces momentos. porque estes sim se tornam preciosos demais. principalmente porque já foram. viraram passado. lembranças.

dezembro 17, 2008

esquina

e como diz um bom amigo: ... 2009 está bem pertinho, é só dobrar a esquina .

despedida

senti como uma despedida. dos momentos. dos sorrisos. da vertigem. dos sabores. dos silêncios. dos afagos. do carinho. no fundo estamos sempre nos despedindo de alguma coisa. é natural. é a vida. a despedida não foi explicita aos ouvidos. mas foi escandalosamente visível aos olhos. faltam palavras. sobram sentimentos. restam intenções.