um amanhecer diferente. com céu cinza e chuva caindo. mas nada de tristeza. essa mudança de tempo, na verdade, dá é uma preguiça dananda. uma vontade de esquecer que hoje é quartar-feira, que tem trabalho, não olhar para o relógio e ficar na cama um pouco mais. de olhos fechados ouvindo o barulho da chuva. é permitido levantar apenas para pegar um chocolate quente. ou esticar o braço para pegar o livro que está ao lado da cama. a preguiça, aos poucos, cede espaço para a paz e os pensamentos seguem soltos. fluidos.
que essa chuva [ muito bem vinda ] fertilize a terra e o coração para que possam brotar novos frutos e sonhos. que essa abençoada chuva lave a alma.
e que venham outras manhãs assim [ de preferência num dia de domingo ]
janeiro 14, 2009
janeiro 12, 2009
silêncio
o silêncio é tão [ou mais ] incomodo quanto palavras gritadas. a diferença é que no silêncio as respostas não chegam dos lábios de outrem, mas do interior rico do próprio coração. uma interpretação livre baseada em ações, gestos, olhares e impressões. e ninguém pode dizer que essas respostas estão erradas ou certas, já que não é possível ter um outro parâmetro da história. tudo se perde num abismo sem fim habitado por lembranças que [afônicas ] gritam em vão.
o tempo passa e a cada segundo o teu silêncio ganha eco no meu.
o tempo passa e a cada segundo o teu silêncio ganha eco no meu.
janeiro 05, 2009
inicio
um dia especial. que faz brilhar o olho. renovar. tudo fica assim: cheio de esperança. como se todo o ressentimento fosse embora e desse lugar a outros sentimentos [bons]
o riso sai fácil por todos os poros.
quando vai chegando a última noite nos despedimos lentamente do passado, deixando para trás os erros, os tropeços, os desejos não realizados e tentamos voltar a sonhar e a fazer muitos planos, afinal, essa noite [em especial ] é um recomeço. é uma nova chance. um acalanto ao coração.
e não tem como ser de outro jeito. somos assim mesmo: sempre recomeçando a cada início de ano.
e quando amanhece o outro dia, o desafio é amarrar o sonho no dia a dia e, com isso, tentar ludibriar a realidade.
sigo em 2009: sonhando de olhos bem abertos. tropeçando na realidade. escrevendo a minha história.
o riso sai fácil por todos os poros.
quando vai chegando a última noite nos despedimos lentamente do passado, deixando para trás os erros, os tropeços, os desejos não realizados e tentamos voltar a sonhar e a fazer muitos planos, afinal, essa noite [em especial ] é um recomeço. é uma nova chance. um acalanto ao coração.
e não tem como ser de outro jeito. somos assim mesmo: sempre recomeçando a cada início de ano.
e quando amanhece o outro dia, o desafio é amarrar o sonho no dia a dia e, com isso, tentar ludibriar a realidade.
sigo em 2009: sonhando de olhos bem abertos. tropeçando na realidade. escrevendo a minha história.
dezembro 26, 2008
fim de 2008
não tem jeito, 2008 está indo embora devagar. sem querer. uma despedida estranha já que o ano está passando como filme pela cabeça [ sinal de quem acabou de assistir a retrospectiva 2008]. mas quero lembrar só dos momentos bons. [ os ruins se fazem lembrar sem muito esforço ]. algumas certezas desfeitas. algumas outras reforçadas. outras ainda adquiridas. no decorrer desse ano aprendi que não podemos confiar no futuro [ele chega rápido ]. é melhor viver o presente. [ estou apostando nisso também para 2009].
lista de objetivos feita.
sonhos refeitos.
sorriso nos lábios.
esperança tatuada no corpo e na alma.
é assim que quero começar 2009.
feliz ano que chega.
lista de objetivos feita.
sonhos refeitos.
sorriso nos lábios.
esperança tatuada no corpo e na alma.
é assim que quero começar 2009.
feliz ano que chega.
dezembro 18, 2008
o querer sempre mais
somos seres estranhos, afinal estamos sempre querendo mais e mais.
um instinto voraz de saciar o insaciável.
senão, vejamos:
se nos dão a mão, queremos também o pé e um pedaço do coração [quiçá o coração inteiro]
se nos dão um abraço, queremos o beijo, o carinho, o afeto.
se nos dão um pedaço de bolo, queremos também a coca-cola [e para alguns só serve se for com gêlo]
se nos dão o almoço, queremos também o pedacinho da cama para um cochilo [mesmo que rápido].
e assim vai.
e o que há de errado em querer mais? penso que nesta busca corremos um único e perigoso risco: não aproveitar o que de fato está sendo ofertado. não viver o hoje. o agora. o presente.
sejamos para sempre insaciáveis, mas sendo inteiramente saciados de doces momentos. porque estes sim se tornam preciosos demais. principalmente porque já foram. viraram passado. lembranças.
um instinto voraz de saciar o insaciável.
senão, vejamos:
se nos dão a mão, queremos também o pé e um pedaço do coração [quiçá o coração inteiro]
se nos dão um abraço, queremos o beijo, o carinho, o afeto.
se nos dão um pedaço de bolo, queremos também a coca-cola [e para alguns só serve se for com gêlo]
se nos dão o almoço, queremos também o pedacinho da cama para um cochilo [mesmo que rápido].
e assim vai.
e o que há de errado em querer mais? penso que nesta busca corremos um único e perigoso risco: não aproveitar o que de fato está sendo ofertado. não viver o hoje. o agora. o presente.
sejamos para sempre insaciáveis, mas sendo inteiramente saciados de doces momentos. porque estes sim se tornam preciosos demais. principalmente porque já foram. viraram passado. lembranças.
dezembro 17, 2008
despedida
senti como uma despedida. dos momentos. dos sorrisos. da vertigem. dos sabores. dos silêncios. dos afagos. do carinho. no fundo estamos sempre nos despedindo de alguma coisa. é natural. é a vida. a despedida não foi explicita aos ouvidos. mas foi escandalosamente visível aos olhos. faltam palavras. sobram sentimentos. restam intenções.
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